domingo, 15 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Madre Teresa
Olá grandes crianças, é com muita satisfação que os saúdo com salvas de palmas.
Eu me chamo Teresa e vou contar minha história. Jesus permitiu que todos saibam o que aconteceu comigo em uma das minhas reencarnações.
Nós morávamos em uma cidade onde existiam grandes gladiadores, homens temidos por todos. Éramos uma família grande, meus pais tiveram sete filhos e eu era a única menina desses seis irmãos. Meus queridos irmãozinhos eram garotos fortes e serviam ao exercito do rei.
Todo soldado que não se juntasse com o exercito era decapitado em praça publica e a família era vista como covardes e desleais com sua realeza. E todos certamente não mais veriam a luz do dia.
Mamãe, eu e todas as esposas dos soldados em batalha, trabalhávamos na fabricação de armaduras e outros instrumentos de guerra. Eu era uma garota de quatorze anos, sem nenhum sonho a ser conquistado, pois sabia que passaria todos os anos de minha vida servindo ao rei em troca de comida e a vida. Muitas crianças órfãs perdiam seus pais em batalha, e eu vendo todo o sofrimento daqueles anjos me dispus a fazer algo, se não todos iriam morrer as mínguas. Eu sempre arrumava um jeitinho de fugir de minhas tarefas para ajudar aqueles pequenos órfãos. Minha presença trazia um pouco mais de esperança. Sentávamos todos debaixo de uma árvore bem grande que nos proporcionava sombra e ali eu ficava cantando e dando carinho para aqueles pequenos anjos de Deus. Com a dura vida que nós levávamos, as horas e os dias davam a impressão que não chegava ao fim.
Certo dia ali estava trabalhando quando meus olhos enxergaram uma luz tão forte invadindo aquele lugar. Olhei para a luz que foi subitamente desaparecendo e deixando para trás a imagem de um homem com asas. Chorei de emoção ao ver tamanha símbolo de paz. Fiquei parada sem reação esperando o que aquele anjo teria a dizer. Logo ele se apresentou e disse.
Olá Lurdes, me chamo Josuel e sou um mensageiro de Deus. Eu vim pra te dizer algo que pode salvar milhões e milhões de pessoas. Revelarei o que irá acontecer com o primogênito de rei e você terá que fazer com que ele prometa que a criança sobreviverá com a seguinte condição: de que o rei será um homem piedoso e nobre que jamais mande matar nenhuma pessoa.
Meu querido anjo, eu não posso fazer isto que me pede, pois o castelo é vigiado por guardas e não vão me deixar entrar. Serei morta e não vou poder ver minhas crianças órfãs novamente.
Lurdes eu não quero fazer mal a você. Estou aqui em missão de paz. Jesus quer saber o que você é capaz de fazer pelo próximo e esta é tua missão.
Eu sou corajosa e dou minha vida para lutar para que todos vivam em harmonia. Está bem, não vou desapontar Jesus.
Meu anjo, eu tenho dúvidas, como entrarei no castelo? Os guardas não deixaram nem que eu me aproxime.
Lurdes, eu irei junto com você e através de minha presença os guardas sentirão um sono profundo e as portas estarão livres para você entrar no castelo. Minhas vibrações trarão um sono profundo e tranqüilo e certamente se houver guardas dentro do castelo sentirão muito sono. Assim abrirei uma passagem a você, Lurdes. Não tenha medo e siga em frente. Jesus está com você.
Entrei no castelo, tudo era lindo e luxuoso coisas que meus olhos jamais haviam visto. Andei pelos corredores e pude ver os soldados dormindo, o castelo parecia não ter fim. Parei de andar quando ouvi vozes e risos. Eu e Josuel seguimos o som que terminava em uma sala. A porta estava aberta foi quando eu pude ver que realmente era o rei. Aproximei-me bem de vagar, o rei me notou e se levantou esbravejado e me perguntou quem eu era. Curvei-me diante do rei e disse a ele que estava em missão de paz e que vim através de Jesus para passar a seguinte mensagem: Jesus está advertindo o meu rei. Ele quer mudanças no seu comportamento. Jesus quer mais bondade e amor ao próximo e vim dizer que se o senhor não aceitar as condições impostas teu primogênito não verás a luz do dia. Ele morrerá ainda no ventre de sua mãe.
Más que Deus é este que tira a vida de uma criança inocente - disse o rei inconformado.
Meu rei é um Deus justo. E as vidas que o senhor mandou os seus soldados tirar. Que homem é este?
O rei se desesperou e chorou. Depois ele se ajoelhou no chão e pediu perdão para Jesus, dizendo que seria um homem bom ao teu semelhante, mas a única coisa que ele queria era ter o seu filho nos braços. Logo em seguida a parteira entrou na sala dizendo que sua esposa estava em trabalho de parto. O rei se retirou me agradecendo por ter o advertido. Fui embora muito feliz e satisfeita, finalmente tinha libertado meu povo. Josuel se aproximou de mim e se despediu me dizendo que estaria comigo na hora certa e que este gesto de amor ao próximo era a prova de que luto por meu semelhante.
Ao amanhecer recebemos a noticia do nascimento da criança, um lindo menino saudável. Naquele dia me despedi de todos os meus irmãos, mamãe e eu fomos para o trabalho. No meio do dia ouvi barulhos de cavalos se aproximando, paramos o serviço e fomos ver o que estava acontecendo. O rei estava no povoado à procura de uma jovem bruxa. Ele rapidamente me viu e seguiu em minha direção. Eu abracei minha mamãe e ali nos braços dela eu me senti segura. Um dos soldados do rei me arrancou dos braços de mamãe e me arrastou pelos meus cabelos. Minha mãezinha se desesperou. O rei friamente me disse:
Jamais acreditarei em uma escrava e por me desacatar vou degolar você em praça publica e todos de sua família vão morrer.
Colocaram-me de joelho no chão com a cabeça sobre uma tora de árvore. Mamãe, papai e meus irmãos assistiam a tudo sem poder fazer nada. Olhei ao meio do povo e pude ver Josuel me dizendo que nada eu iria sentir e que Jesus tinha orgulho da minha coragem e que esta prova de amor ao próximo certamente teria um motivo. Eu pude ver um homem de capuz se aproximar segurando um machado. O rei interrompeu o homem e disse:
Eu quero matá-la com minhas próprias mãos, ele pegou o machado e continuou - você tem o direito de disser algo.
Eu olhei para minha família e disse bem alto:
Lealdade ao senhor Jesus, sempre! - não pude ver mais nada.
Ao abrir meus olhos, me encantei com o lugar que eu estava, um lindo campo com flores e um riacho bem sereno a molhar meus pés e do meu lado esquerdo lá estava Josuel a me esperar e me ensinar muitos porquês.
Lurdes, tudo isso que aconteceu com você eram provas e você conseguiu vencer todas. Jesus a escolheu entre milhões de pessoas para ser uma representante viva do senhor Jesus na terra. Lurdes minha querida, prepare-se para fortes emoções, Jesus está aqui e quer falar com você.
A imagem de Jesus refletia no riacho a emoção e as lagrimas tomaram conta de mim.
- Olá Lurdes - disse Jesus - estou orgulhoso de você. Entregou-se de corpo e alma para tentar trazer melhoras a seu povo, vou lhe dizer algo de grande importância. Você ficará aqui aprendendo e certamente voltará a Terra para cumprir tudo que está escrito: se dedicará plenamente ao próximo, amará os seus semelhantes e certamente nos encontraremos novamente. Afirmo aqui a minha gratidão e orgulho. Até um dia.
- Muito obrigada Jesus por confiar em mim.
Fiquei durante anos neste lugar aprendendo com os mentores habitantes naquele ambiente sagrado até a hora da minha reencarnação. Voltei novamente a Terra, me dediquei plenamente ao próximo e em troca recebi meu lugar ao lado do pai maior, onde vivo feliz e com muitas virtudes. Fiquem com Jesus e deixo a seguinte mensagem.
QUE FLORES LINDAS SÃO AS ROSAS
QUE NOS TRANSMITEM PAZ E BELEZA
MAS PRECISAMOS TER CUIDADO PARA COLHER
PORQUE TEM ESPINHOS E PODEM NOS FERIR
COLHAM COM BASTANTE CUIDADO E ATENÇÃO
REFLITAM!
Madre Teresa.

Traduzido por Chico Xavier
Psicografado por Minha Querida
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
SUPERAÇÃO
SUPERAÇÃO
Minha mãezinha tinha dezoito anos e estava grávida de seis meses, do seu primeiro namorado. Os dois muito novos e irresponsáveis não ficaram felizes com a minha presença no ventre de mamãe. Ela escondeu a gravidez de toda sua família e enrolava faixa na barriga com roupas largas para me esconder. Papai também não contou nada sobre mim, os dois mantiveram segredo. Mamãe não sabia mais como me esconder, pois tua barriga cada dia crescia mais. Papai sugeriu a seguinte idéia para mamãe, ele sabia de um amigo também muito jovem com o mesmo “problema” – sua namorada estava grávida e ele a levou até uma mulher que sabia fazer abortos e quando a moça saiu de lá não carregava mais nada em teu ventre. Minha mamãe com medo de possíveis reações de meus avôs, que eram muito conservadores, ela e papai decidiram livrar-se de mim. Meu pai marcou com a mulher assassina e levou minha mãe e lá chegando à mulher perguntou:
- Onde está a barriga?
Mamãe levantou a sua blusa e mostrou a faixa que tanto me apertou. A assassina sorriu e disse:
- Garota esperta! De quantos meses você está?
Mamãe respondeu:
- Estou de seis meses. Tem como tirar o bebê?
A assassina respondeu:
- O bebê está bem grande, mas podemos tentar. Isto vai lhe custar caro.
Meu papai respondeu:
- Não tem problema, pago até mais.
A assassina mandou minha mãe ir até a sala para se despir e aguardar deitada na maca. Papai ao lado de mamãe apoiando tudo. A assassina entrou no quarto e mostrou para os dois os seus instrumentos de trabalho: um único comprimido e uma sonda. Mamãe tomou o remédio e depois começou as seções de tortura. Como senti fortes dores em minha costa, aquela assassina me furando com aquele objeto estranho. Minha mãezinha sangrava muito, sentindo dores intensas e meu pai se desesperou e pediu para a assassina parar. A mulher diz:
- Não posso a criança ainda tem vida.
Meu pai arrancou violentamente das mãos da assassina seu brinquedo que me feriu. Ele carregou a mamãe nos braços e o desespero tomou conta de seu espírito. Mamãe estava prestes a morrer, papai correu para a rua e pediu socorro para os carros que ali passavam. Os motoristas se assustavam ao ver tanto sangue escorrendo de minha mãe, ela estava tendo fortes hemorragias. Um motorista bondoso parou e ajudou papai a levar mamãe para o hospital. Chegando lá os médicos atenciosos tentaram salvar minha mãe. Eles fizeram uma cesariana de emergência e eu lá dentro do ventre todo machucadinho, não podia ajudar em nada, eu só fiquei quietinho esperando ajuda. Senti uma mão gelada e pesada me puxando, chorei, não sabia quem eram aquelas pessoas de branco. Os médicos colocaram um cano em minha boca, tamparam meus olhos e me colocaram em uma caixa de vidro com dois buracos dos lados. Sem noticias de mamãe eu chorava, todos os dias alguém vinha me visitar e fazer curativos em mim. Eu ouvia aquela voz falar comigo “que tudo iria ficar bem”.
Passaram três meses após o meu nascimento e eu me recuperei das dores que havia sentido, abri meus olhos e vi muitas pessoas de branco a minha volta. Todos pareciam felizes, olhei e reconheci a voz que falava comigo todos os dias, era uma enfermeira linda. Observei que ao meio dos médicos um jovem se aproximou de mim e pediu perdão, eu fiquei confuso, não sabia quem era aquele homem e nunca tinha sentido sua presença. Só percebi quem era quando ele diz:
- Meu filhinho.
Aquele moço era meu papai que tanto esperei para conhecê-lo. Ele disse:
- Filho, eu vou pagar pela morte de tua mãe e o que fiz de mal para você, me perdoe.
Parecia que o jovem rapaz estava se despedindo, ele e a assassina foram presos sem nenhuma chance de se inocentar. Eu era a prova viva de um crime quase perfeito, só não concretizou por que eu sobrevivi.
Lá eu estava sozinho no hospital esperando alguém para ir me buscar. Meus avos maternos souberam de minha existência, que tanto mamãe escondeu, e através de tua morte tudo foi esclarecido. Minha vovó chegou perto de mim e se emocionou quando me viu. A enfermeira protetora disse para ela me pegar em seus braços. Meus machucados na carne haviam cicatrizado, mas no espírito permaneciam. Vovó me pegou em seus braços, seus olhos se encheram de amor e alegria mesmo eu sendo diferente, minha aparência lembrava mamãe. Vovó diz baixinho em meu ouvido:
- Eu vou cuidar de você meu anjo e o amor que vamos transmitir para você vão fazer com que nunca se lembre o que aconteceu.
Minha vovó nem imaginava que eu era uma criança especial enviada por Jesus. O aborto que mamãe sofreu causou problemas em mim, aquele objeto estranho que a assassina usou para me ferir machucou meu corpinho, que estava muito frágil. Ela conseguiu lesionar minha coluna, me tirando o direito de andar e falar com as pessoas. Eu ficava deitado ou às vezes sentado em minha cadeira de rodas. Vovó cuidava muito bem de mim, mesmo tendo poucos recursos.
Quando completei sete anos, meu avô achou que eu pudesse aprender a ler e a escrever. Por algum motivo ele achou que eu era capaz, ele contratou uma professora que morava perto de minha casa e essa professora foi à luz que surgiu ao meio do escuro profundo que eu estava me encontrando sem fazer nada. Eu não mexia as minhas pernas, pouco eu levantava as mãos, tudo dependia de vovó. A professora muito paciente me ensinou a ler e a escrever, ela pegava em minhas mãos, colocava um lápis e eu escrevia com a ajudar de meu anjo – minha professora. Todos os vizinhos, quando souberam que eu estava aprendendo a ler e escrever, riram e desacreditavam que eu fosse capaz, mas eles não sabiam que eu era especial. Jesus mandou meu espírito na Terra para mostrar possíveis superações, meu cérebro trazia comigo lembranças de minha vida anterior e por algum motivo sem explicação não foi totalmente apagado. Fleches de lembranças permaneciam em mim. Minha professora me ensinou tudo o que uma criança aprende na escola e ali ela continuou me ensinando até meus treze anos. E sem respostas de minha parte ela sentiu que não havia dado resultado, tudo que aprendi eu não reagia e nem demonstrava, mas eu queria surpreender todos que me incentivaram. Minha professora sempre deixava um papel e um lápis na cabeceira de minha cama e quando ela foi se despedir de mim ela disse:
- Vou embora meu amor e mesmo sem você dizer nada e nem me mostrar algum sinal que aprendeu estou feliz de ter participado de sua vida. Eu te amo.
Ela beijou meu rosto tomando muito cuidado com a sonda em meu nariz, depois ela colocou o papel e o lápis na minha mão e foi embora. Logo em seguida senti uma mão segurando bem forte a minha e pude ver um lindo anjo. Eu me assustei e obedeci a suas ordens, ele me fez pegar o lápis e começar a escrever. Consegui escrever agradecimentos e elogios para minha professora e escrevi que tinha perdoado toda a maldade de meus pais. E ali em meu quarto com o anjo eu escrevia coisas lindas, e quando vovó entrou no quarto se assustou a me ver escrevendo. Ela gritou para meu avô e disse:
- Venha ver aconteceu um milagre!
Vovô consegue avisar minha professora e ela vem novamente me ver e se surpreende ao ver a mensagem que escrevi para ela. Em uma dessas mensagens eu contei sobre o lindo anjo presente ao meu lado e revelei teu nome: Josuel. Todos se emocionaram e se encantaram com a mensagem, o anjo me revelou que em outra vida eu havia sido um famoso escritor e não cumpri nada que eu havia prometido. Por isto eu tive que passar por tudo que foi posto em meu caminho e mesmo todo debilitado e vegetativo cresci e me tornei um homem que o corpo era frágil, mas o espírito muito forte e cheio de sabedoria. Todos que me visitavam se emocionavam ao ver tamanha prova viva de superação. Minhas mensagens, ditas por Josuel, consolavam mães que estavam na mesma situação de meus pais, muitas prontas para evitar um nascimento, mas quando liam as mensagens paravam, refletiam e deixavam à vida florir. Cada aborto que eu evitava minha sabedoria aumentava. Escrevi um livro que nunca foi publicado, está guardado, cujo nome é: “Minha vida interrompida”. Em breve o livro será publicado, as pessoas que estão de posse deste livro após lerem esta mensagem tirarão o livro da gaveta e irá publicá-lo.
Com o passar do tempo minha saúde se debilitou, Josuel se aproximou de mim e disse:
- Você vai fazer uma viagem, vai voar igual um pássaro e vai posar nos braços de Jesus. Não tenha medo, eu estarei com você, outras missões o espera e levará contigo o mesmo nome: “João”. Ficará junto a mim passando mensagens de reflexão para o mundo.
Fiz minha passagem dormindo, chegando ao outro lado minha recepção foi glamurosa. Fui recepcionado pelas madres que trabalham do outro lado da vida, parecia que eu já as conhecia. Tornei-me um mensageiro de Jesus e hoje eu digo:
- Se alguém pensa em interromper uma vida, pare agora e pense. Poderia estar gerando um mensageiro de Jesus. Ninguém tem o direito de se livrar de um espírito que ainda nem nasceu para se defender. Não seja covarde e encare os atos por que após a morte não terás paz, nem queiram imaginar o lugar que ficam os assassinos de pequenos anjos inocentes. Pensem e reflitam!
“João – Um pequeno cervo do senhor e parceiro dos filhos da luz que lutam pela paz”.
domingo, 2 de outubro de 2011
POMBA BRANCA
POMBA BRANCA
Lá estava eu gastando o meu precioso dinheiro, sou uma mulher muito rica com muitas posses em meu nome, tenho carros e casas luxuosas, consumo comidas e bebidas finas. Não tenho filhos e nem sou casada, só pensava em gastar e comprar tudo que o dinheiro pudesse dar. Em uma dessas compras eu gastei o equivalente a vinte mil reais em apenas quinze minutos, comprei um lindo anel e não me arrependi de gastar, eu tinha e podia. As minhas amizades eram apenas com pessoas da alta sociedade e uma de minhas amigas me convidou para ir a Londres. Eu adorei a idéia, marcamos a viagem que demoraria horas, minhas amigas me esperariam no aeroporto bem cedo. Fiz minhas malas e levei muitas jóias, uma para cada dia da semana naquela cidade linda. Toda minha fortuna foi herança de família, eu era a única herdeira após a morte de meus pais, pois sou filha única. Eu detestava animais, e os achavam bichos nojentos e asquerosos. Sou muito rígida e rigorosa com a limpeza de minha casa, gosto de tudo muito bem limpinho. Lá em minha casa verifico se minhas empregadas domésticas estão limpando tudo certinho. Se não estiver do meu jeito faço com que limpem novamente até esteja do meu agrado. Aquelas tolas choram com minha rigidez, mas não despensa o serviço, eu pago muito bem.
Chegando ao aeroporto lá estavam minhas amigas, nos cumprimentamos e seguimos rumo a Londres. Fizemos reserva na primeira classe, tudo de primeiro, o atendimento diferenciado, comidas caras e drinques sofisticados, tudo do jeito que gosto. Com tanto luxo me deu um soninho e dormi, na metade do vôo ouvi barulhos no avião. Acordei assustada e perguntei para a aeromoça o que estava acontecendo, o avião balançava muito. A aeromoça tentou nos acalmar, mas percebemos que havia algo errado. Minhas amigas e eu ficamos sentadas, apavoradas e decidimos não usar mais aquela companhia aérea, pois era muito desorganizada. A aeromoça pediu para abaixarmos nos nossos assentos e que ficássemos quietas, pois tudo iria ficar bem e sob controle. Levantei meu corpo e olhei na janela, o avião estava bem perto da água, me assustei e desmaiei. Ao acordar meu corpo estava frio e gelado, eu estava sentada em minha poltrona. Na hora em que abri meus olhos a agonia tomou conta de mim, eu estava no mar. Olhei e vi os destroços do avião e muitos corpos submersos, me apavorei e entrei em desespero, não encontrei minhas amigas, todos haviam morrido e só eu me salvei. Quando desmaiei nem percebi que as águas me levaram para perto da praia, havia muitos destroços do avião e pertences dos passageiros por toda parte. Parecia que tive a proteção de algum anjo por que só eu tinha me salvado daquele horrível acidente. As águas pareciam que me guiavam até as margens da praia. Quando cheguei à praia estava fraca, com muito frio e medo. Levantei-me e vi muitas bagagens que estavam na margem, abri algumas procurando algo para comer, não encontrei comida, apenas roupa então foi explorar o lugar com muito medo e sede. Caminhei mata adentro, aquele lugar era medonho, muitos bichos e cobras. Eu chorava tão alto que os bichos se aproximavam de mim, e cansada deitei perto de uma árvore para descansar e dormi durante horas. Sonhei com todo meu conforto que ficou para trás e ao acordar estava escuro e chovendo, barulhos tenebrosos por toda parte. Foi nesta hora que me lembrei de rezar, coisa que há anos eu não fazia. Rezei a noite inteira e ali eu permaneci até o clarear do dia. Dois dias se passou desde o dia do acidente e eu caminhava por toda a mata e não encontrava nada para comer. Cansada de tanto andar me sentei nas folhas no chão e pude ver algo levantando as folhas. Fiquei olhando quando vi uma cobra enorme, sai correndo e acabei caindo e não vi que tinha um galho seco no meu caminho. O galho entrou em minha perna esquerda senti muita dor, fiquei apavorada com tanto sangue que saia e me desesperei. Criei coragem, mas consegui tirar o galho de minha perna, rasguei um pedaço de minha blusa e amarrei bem apertado em meu ferimento, à dor era insuportável. E ali fiquei chorando, me sentei no chão e de cabeça baixa ouvi um barulho nas arvores. Olhei para cima e vi uma linda pomba branca, fiquei admirada ao ver algo tão lindo. A pombinha pousou no chão e se aproximou de mim. Ela me deixou acariciar sua cabecinha, ela ficou perto de mim e a imagem do bicho me transmitiu paz e esperança da minha salvação. A pomba andava de um lado para o outro, parecia que queria me mostrar algo. Levantei-me e segui a pomba que me guiou até um riacho com água doce e com muitas bananeiras na margem. Abaixei-me no chão e tomei a água que tinha um gosto delicioso, que jamais tinha experimentado mesmo com tanto dinheiro. Peguei as bananas, tão docinhas, tiradas do pé, que gosto bom. As frutas que crescem no meio do mato são mais saborosas. Ali fiquei durante dez dias, eu e minha fiel amiga pomba. Os dias não passavam ao meio da floresta. Ouvi barulhos na floresta e me escondi atrás das árvores, meu ferimento estava infeccionado e a dor era insuportável. O barulho se aproximou do lugar que eu estava, ouvi gritos de pessoas e sem pensar no que poderia ser eu respondi:
- Estou aqui, me ajude.
Era a equipe de resgate que estava procurando sobreviventes. Eu me senti muito feliz ao ver pessoas novamente e por saber que estava salva. Um dos soldados era médico, ele me examinou e me levou no colo. E junto comigo levei minha amiga pomba, cujo teu nome é Salvação, foi o nome que encontrei para ela. Fui embora para casa e me recuperei. O que serviu de lição de tudo que passei foi que nesta vida não devemos ser pessoas ignorantes e mesquinhas. O dinheiro não é nada diante da beira da morte, o luxo, as jóias, o conforto, podem acabar em segundos sem que você perceba. Hoje em dia eu invisto meu dinheiro para associações de caridade e abrigos que cuidam de animais abandonados. Minha amiga Salvação sempre me acompanha, ela e outros bichos que adotei. Em nossas vidas muitas vezes temos que tropeçar e cair para ver onde está o erro. Foi o que aconteceu comigo, cai, tropecei, me levantei e aprendi a lição. Procurei um caminho a seguir e o que mais me completou plenamente foi o espiritismo. Aprendi tudo sobre a vida após a morte e tenho o prazer de participar de sessões espíritas. Hoje estava dormindo em minha casa, quando um anjo chamado Josuel apareceu e disse que me traria espiritualmente até a mensageira para contar toda a história de minha vida.
Não importa qual a religião que você segue, o que realmente importa para Jesus é que busquemos teu nome para que possamos viver nossas vidas sem tropeços. Que Deus guie nossos passos e nos desvie de caminhos errados.
Depoimento de uma pessoa anônima.
Traduzido por Chico Xavier.
Psicografado por “Minha Querida”.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
A FUGITIVA
A FUGITIVA
Olá caros irmãos, eu me chamo Rosangela e fui uma fugitiva. Eu era uma mulher bem sucedida no meu trabalho, na minha vida pessoal, feliz e tinha um marido apaixonado por mim. Estávamos comemorando vinte anos de união, tínhamos lindos filhos e eu estava satisfeita com minha vida. Meu marido trabalhava à noite em uma metalúrgica, meus filhos estudavam e eu entrava no meu emprego bem cedo. A única pessoa que ficava em casa durante o dia era o meu marido. À noite nos reuníamos para jantarmos todos juntos antes dele ir trabalhar.
Eu e meu marido tínhamos um segredo e com o passar do tempo pretendíamos revelá-lo para os nossos filhos. Meu marido comprou uma arma para defender nossa família de possíveis assaltos em nossa casa, pois, nossa casa já havia sido assaltada. Meu marido, Jorge, escondeu a arma em cima do guarda roupas do meu quarto. Até então, achávamos que ali era o melhor lugar para manter o nosso segredo até contarmos para nossos filhos.
Estava me arrumando para ir ao trabalho quando observei meu marido Jorge dormindo. O sentimento que tinha por ele era muito forte. Aproximei-me da cama, dei um beijo nele e sai para trabalhar. Meu emprego ficava longe da minha casa, eu demorava quase uma hora para chegar, mesmo indo de carro. Chegando ao meu trabalho minha chefe perguntou:
- Está pronto o relatório?
Eu respondi:
- Sim está pronto! Vou lhe entregar.
Ao abrir a minha pasta não encontrei o relatório, e me lembrei que o deixei em cima da mesa da sala, em minha casa.
Minha chefe disse:
- Rosangela, preciso desse relatório para hoje!
Respondi a ela:
- Voltarei até minha casa e trarei o relatório.
Peguei as chaves do carro e segui o caminho de casa. Chegando a casa o portão estava trancado. Eu não o tinha deixado trancado. Achei que meus filhos tivessem trancado ao sair para a escola. Eu sempre tinha uma chave reserva em minha bolsa. Ao abrir a porta da sala pude ouvir vozes e fui seguindo o som que vinha do meu quarto. Aproximei-me, e abri a porta do quarto, então, pude ver o que jamais imaginei ver na minha vida. Meu amor fazendo sexo com outra mulher em minha cama. Eles se assustaram com minha presença e eu não tive reação. Sai correndo sem rumo, entrei no meu carro e sai sem direção. Depois de algum tempo de reflexão decidi voltar para minha casa. Chegando lá, os dois já não estavam. Chorei muito. Transtornada e com medo de assumir a traição, eu quis fugir, e a única saída para mim era a morte. Sem pensar em nada fui até meu quarto e peguei a arma. Sentei-me na cama com a lembrança do que tinha presenciado, levei a arma até meu peito e com muito ódio efetuei o disparo. Depois disso entrei em um coma profundo, meu espírito saiu do meu corpo e eu fiquei sem rumo e desesperada. O tempo todo eu pude ver meus filhos chorando por mim, e só nesse momento, eu cai em mim e pude perceber o que eu havia feito. De repente, ouvi alguém me chamando com uma voz suave e eu perguntei:
- Quem está me chamando?
Olhei para o lado direito e pude ver um homem se aproximando de mim. E ele se apresentou como Josuel. Ele me convidou para darmos um passeio e me disse:
- Me dê suas mãos.
Ao encostar minhas mãos na dele me senti protegida. A aparência daquele homem, cujo nome é Josuel, é encantadora e ele me disse que é um anjo de Deus. Josuel levou meu espírito para um lugar medonho e escuro, lá eu via pessoas chorando e o desespero tomava conta daquele lugar. Então perguntei para o anjo:
- Que lugar é este?
O anjo respondeu de maneira áspera:
- Todas essas pessoas que estão aqui esperam o perdão de Deus por atos tolos que praticaram consigo mesmo. Ninguém tem o direito de tirar a própria vida antes da hora, e por isso, vão permanecer aqui até o dia do perdão divino.
Eu disse ao anjo:
- Anjo, eu fiz isso em um momento de fraqueza, não pensei, e deixei meus filhos, agora nunca mais os verei.
- Acalme-se irmã, não chegou sua hora de fazer a partida. Jesus deu-lhe uma segunda chance de viver, é por isso, que eu lhe trouxe para conhecer o lugar onde ficam as pessoas que tiram a própria vida, disse o anjo
- Perdão meu Deus, nunca mais farei isso novamente, me deixe viver com meus filhos.
- Vamos irmã, eu vou te levar novamente para tua carne. Lembre-se, após a sua recuperação, você irá dar um depoimento de tudo que você passou e conseguiu após tua recuperação. Não se assuste eu estarei lá para levar você até a mensageira, disse o anjo.
Passou algum tempo e eu sai do estado de coma, os médicos se surpreenderam ao me ver bem. Meus filhos estavam lá esperando eu acordar daquele sono profundo. Não disse nada para ninguém do que o anjo me fez presenciar. Recebi alta do hospital, e segui minha vida adiante. E hoje, mensageira, estou aqui para lhes contar o rumo que tomou minha vida. Eu estava em casa dormindo, e quando peguei no sono pesado ouvi uma voz dizer:
-Não se assuste!
Quando vi, lá estava Josuel me esperando para cumprir o que eu havia prometido para ele. Rapidamente meu espírito saiu do corpo e cheguei até você, mensageira. Vou falar brevemente porque tenho que voltar para meus filhos, eles estão me esperando. Hoje faz quatro anos que voltei do coma, e depois que voltei para meu corpo eu permaneci poucos dias no hospital, recebi alta e voltei para casa. Chegando lá, meus filhos haviam pintado a casa com cores alegres, e eu fiquei muito feliz com a demonstração de carinho. Não tive seqüelas, estou perfeita, ao entrar em casa pude ver papéis sobre a mesa, peguei-os e vi que eram os papeis da minha separação. Não pensei duas vezes, assinei e me senti libertada do mal. Não entrei em detalhes com meu ex-marido, e nem quis vê-lo novamente. Depois de alguns dias, voltei ao meu trabalho e lá conheci um homem maravilhoso que havia conseguido o cargo de gerente. Tornamos-nos grandes amigos, começamos a sair e dessa amizade surgiu um sentimento, estamos namorando e felizes.
O que serviu de exemplo de tudo que fiz comigo? Nada!
Ninguém jamais deve tirar a própria vida por motivos tolos ou pensamentos fracos, porque certamente pagará pelos seus atos. Jesus me deu uma segunda oportunidade de viver para que eu transmitisse para o mundo que jamais tivemos permissão de livrar um espírito do corpo, antes da hora da partida. Não seja um fugitivo, coloque os pés no chão, erga a cabeça e siga em frente. Não se iluda pensando que terá uma segunda chance como eu tive. Jesus me presenteou com a vida, ao invés da morte, para que eu pudesse avisar o mundo.
Se alguém neste exato momento estiver pensando em ser um fugitivo e livrar o seu espírito, pare, pense e reflita. Seja forte e supere as perdas que acontecem em nossas vidas.
Não seja um covarde como já diz a palavra:
COVA: Você estará cavando o seu próprio destino.
ARDE: E certamente estará ardendo ao lado daqueles irmãos que esperam perdão.
Ainda há tempo, salvem-se!
Depoimento de: Rosangela.
Traduzido pelo espírito: Chico Xavier.
Psicografado por: Minha querida.
sábado, 24 de setembro de 2011
Um Atleta Campeão
Um Atleta Campeão
Eu ainda garoto adorava ver na TV os esportes e campeonatos disputados por conhecidos atletas. Meus pais admirados com minha adoração pelos esportes me matricularam em uma escola de judô. Mesmo com tamanha timidez consegui me adaptar as aulas, porém, com o passar do tempo não quis mais praticar judô, eu havia descoberto que esse não era o esporte que me completaria.
Passaram-se anos e já eu tinha completado dez anos, e havia aprendido vários esportes, como voleibol, basquete, handebol, natação e entre outros. Mesmo com tão pouca idade já me sentia desanimado por não encontrar o esporte que me identificava.
Um belo dia quando eu voltava da escola, comecei a observar tudo ao meu redor, tentando encontrar uma inspiração para seguir no esporte. Após as aulas eu sempre voltava caminhando e foi quando de repente ouvi gritos. Olhei para trás e pude ver três lixeiros correndo atrás de um caminhão. Aquilo me deu uma grande inspiração, parei e pensei, vendo estes trabalhadores correndo para ganhar seu sustento, eu já sei o que praticar. Corrida, porque não pensei nisto antes.
Chegando a minha casa, comentei com meu irmão mais velho que pretendia praticar corrida, e meu brother disse:
- Irmão, corra atrás de seus sonhos.
Esperei sentado no portão de casa minha mãe chegar do trabalho, quando ela se aproximou de mim, me levantei e disse:
- Mamãe você nunca mais vai precisar trabalhar!
Minha mãe sorrindo perguntou:
- Ganhamos na loteria filho?
Eu respondi:
- Não mãe, eu vou praticar corrida e através de minhas futuras competições vou ganhar fama e dinheiro, e você mãe não mais precisará trabalhar.
Minha mãe disse:
- Filho você não pratica mais esportes, esqueceu!
- Hoje é outro dia e quero que você me ajude.
- Como posso lhe ajudar? Disse minha mãe.
- Me matriculando em algum lugar que me ensine a correr. Eu sei onde é este lugar, vamos até lá?
- Sim meu amor, vamos lá!
Mamãe não chegou a entrar em casa, fomos direto até a escola que havia a três quadras de minha casa. Chegando à escola minha mãe conversou com o professor de educação física.
O professor disse:
- Que sorte garoto, restou uma única vaga a ser preenchida e com certeza lhe pertence.
- Que ótimo, quando começo?
- O professor sorrindo disse, agora mesmo!
- Estava me esquecendo, qual é mesmo o seu nome?
- Eu me chamo Renato.
- Seja bem vindo, Jovem!
Muito animado eu disse para minha mãe.
- Mãe pode ir, mais tarde irei para casa.
O professor colocou Renato para treinar com meninos com da mesma idade que ele, e adivinha quem foi o destaque. Quando terminaram os treinos o professor chamou Renato e disse:
- Menino, dedique-se você tem um grande potencial de ser um campeão.
Aquelas palavras foram um incentivo que eu precisava para iniciar minha carreira, de ser um campeão nas pistas.
O tempo foi passando e eu fui crescendo. Sempre tive muito orgulho dos troféus e medalhas conquistados por mim, premiação em dinheiro somente carros nunca ganhei, mas, eu não me importava o que realmente enchia meu coração de orgulho, era eu estar fazendo o que eu realmente amava, pois, para mim a corrida era tudo.
Quando completei dezoito anos, estava treinando para uma grande competição que aconteceria em minha cidade, quando chegou o grande dia eu estava nervoso e ansioso. Meu querido professor que sempre me incentivou estava ali me acalmando. Posicionei-me na linha de largada, olhei para os lados e lá estavam homens iguais a mim, não deixei o medo de perder dos grandes me vencer, senti-me forte naquele instante e a igualdade prevaleceu em minha alma.
Quando ouvi o tiro que significava a largada, não senti meus pés no chão, corri tão rápido que deixei os maiores para trás, quando cai em mim, já estava com a faixa da chegada em meu peito. Eu venci, o meu desempenho estava sendo observado por olheiros e eu não percebi nada.
Estava eu me recuperando, quando se aproxima de mim um senhor muito simpático, me parabenizando-me ele disse:
- Meu jovem, eu posso ver um futuro brilhante em você, gostaria de lhe patrocinar.
Eu e meu professor ficamos muito felizes com a proposta. O senhor que me patrocinou é um grande empresário de marcas de roupas, e naquele momento, eu podia me considerar um profissional. Era tudo o que eu queria.
Houve várias competições e eu venci quase todas. As premiações eram altas, consegui competir no exterior e ganhei muito dinheiro. Comprei casas e carros, presenteei minha mãe com todo conforto que ela merecia. Mesmo com tanto dinheiro, eu sempre ajudei instituições, carregava comigo a marca das dificuldades que passamos, e para me livrar das más lembranças de minha vida, eu doava um pouco do dinheiro que conquistei. Essa era a solução para as minhas angustias do passado.
Comecei a namorar uma garota muito linda que conheci em uma de minhas viagens para o exterior. Depois de quatro anos de relacionamento recebi uma proposta para voltar ao meu país, como estava com muita saudade de minha terra natal, aceitei o convite. Antes do embarque fiz uma surpresa para meu amor, arrumei tudo muito simples para o casamento, casei-me e trouxe comigo minha querida esposa.
Em minha cidade estava prestes a acontecer a corrida do ano, onde grandes atletas iriam participar e eu estaria entre eles. Sempre os admirei na TV. Tudo aquilo para mim foi motivo de orgulho, tudo o que sempre sonhei. Eu me senti grande com os aplausos, e o reconhecimento do meu público.
No dia da corrida eu completaria trinta e seis anos, e o meu sonho a ser conquistado era ser pai, eu e minha esposa planejávamos um herdeiro.
Sempre me levantava bem cedo para correr na praia perto de casa e ali eu treinava por horas, ao terminar meu treino me sentava na areia e agradecia por tudo que Jesus me presenteou. Chegou o grande dia da competição. Minha família e amigos estavam todos presentes torcendo por mim, e antes de começar a corrida, minha esposa me chamou e disse:
- Tenho uma notícia amor, estamos grávidos.
Aquelas palavras foram a maior premiação que conquistei em toda minha vida.
Chegou a hora da competição. Eu me posicionei entre as estrelas e ali não existia desigualdade, éramos todos campeões. O público delirava com minha presença. Ouvi o tiro da largada e comecei a correr com muita satisfação, de repente, no meio da corrida senti minhas pernas fracas, perdi o equilíbrio, e caí ao chão sem conseguir me mexer. As dores eram insuportáveis, todos ali presentes se assustaram com meus gritos e os médicos entraram na pista para me socorrer. Ninguém podia tocar em mim, as dores eram muito fortes, os médicos me colocaram em uma maca, e me encaminharam a um hospital.
Chegando ao hospital fizeram centenas de exames, e um desses exames obteve a confirmação, eu estava com câncer nos ossos, e em estado avançado. Os médicos me aplicaram uma dose de morfina, e aquele remédio amenizou um pouco minha dor. Minha família se desesperou com a notícia, tive que me afastar do esporte para me tratar. Fiz várias sessões de quimioterapia e fiquei muito debilitado. Meus cabelos caíram e mesmo com minha aparência sofrida, não deixei de me sentir um vencedor contra o câncer.
Faltavam dois meses para meu filho nascer, enquanto eu lutava contra a doença, mas, infelizmente, o câncer estava me vencendo. Decaí-me, e meu corpo foi ficando cada vez mais fraco, minha situação foi se agravando, e ali eu estava a meses intensos, minha aparência dava sinais de estar envelhecida dez anos, não conseguia nem me mexer, tinha sondas por todas as partes de meu corpo.
Minha mãe querida se aproximou de mim e disse:
- Nasceu teu filho, é um belo garoto, veja trouxe a foto de meu neto.
E eu já sem forças me emocionei ao ver meu menino, ele se parecia comigo. Mamãe beijou meu rosto e sentiu que a temperatura de meu corpo está muito fria. Ela se sentou ao meu lado, e eu não pude dizer nada. De repente, vejo uma forte luz refletindo em meu leito, e entre a luz consegui ver um anjo que se aproximou e disse:
- Olá irmão, me chamo Josuel e vim lhe buscar para a grande competição que haverá no plano superior, dê-me sua mão, irmão, acaba aqui o teu sofrimento.
Dei minhas mãos para o anjo e só de tocar em suas mãos, já me senti forte, olhei para trás e pude ver meu corpo. Eu me senti um privilegiado por tamanha recepção.
Lembrem-se irmãos de fazer o bem, não custa caro, sejam vocês também campeões na compaixão, no amor, no carinho e na esperança, para que no fim de suas vidas possam ser privilegiados iguais a mim.
Durante a vida, vários obstáculos cruzam os nossos caminhos, temos que ser persistentes, e encarar o que nos espera. Ergam a cabeça, coloquem os pés nos chãos e vençam os obstáculos, porque na linha de chegada seremos todos vencedores.
Que Deus ilumine todos os nossos passos.
Depoimento do espírito Renato
Traduzido por Chico Xavier
Psicografado por “Minha Querida”
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